domingo, 9 de junho de 2013

O mundo do trabalho


   Os sentidos do trabalho são discutidos. E o que é trabalho de fato que faz o homem se relacionar com a natureza de modo a transforma-la, utilizando técnicas, métodos, energia, intelecto, etc.
Como algo que faz do homem digno, o trabalho deixou de ser algo que poderia ser prazeroso, quando se faz associado ao prazer e a boa produção que é fruto do trabalho, para ser um instrumento de dominação, instrumento de exploração, principalmente no mundo do trabalho, o mundo capitalista. Em o mito de Sísifo, o trabalho é algo visto como algo repetitivo, sem sentido e com finalidade do insucesso. Sísifo realiza trabalho, transforma sua energia por horas e horas em trabalho, levando a pedra ao topo do monte, porem lá o seu cansaço faz com que tudo se inicie e que o ciclo se repita, por todos os dias de sua vida. Por castigo dos Deuses, Sífifo é condenado dar a vida pelo trabalho e morrer por esse trabalho. Eis o mito que fala de um trabalho árduo e inútil realizado não para ele, mas por outrem que lhe impôs um castigo de vida.
    Os rumos do trabalho são muitos, principalmente quando se fala de sociedade ocidental, sistema capitalista de produção. Antes dos antigos Burgos, na idade média, existiam artesões, homens que realizavam o trabalho de construção de artesanatos e os comercializava. A relação de trabalho entre o artesão e o artesanato era de identificação com o seu trabalho. O homem produzia o produto final e comercializava. Porem com ascensão da Burguesia e novas relações de trabalho, as relações foram modificadas, o agora em função não somente do trabalho como algo que dignifica o homem, mas em função do lucro. O juto preço e justo lucro.
 A revolução industrial, reforma protestante e outros processos internos da transição do feudalismo para o capitalismo culminaram em novas forma de trabalho. A mercadoria que era produzida de maneira total por um artesão, passou a ser construída em partes e montadas dentro das fábricas. Não existia mais identificação do homem como trabalho, mas sim a massificação e produção compulsória com finalidade de lucro aos donos das fábricas. A divisão de trabalho proposta do modelo de Taylor, mudou profundamente as relações de trabalho.

     O fordismo, uma nova forma conceitual que é pós taylorista firma uma nova forma de produção, onde além da máquina a vapor, o petróleo é largamente consumido, é introduzida a fábrica automobilística e um novo sistema de produção. As organizações vem aderindo aos modelos e produzindo muitos produtos para alimentar o mundo capitalista, que antes era local e hoje é global. Há indícios de uma pré-globalização da economia com as grandes navegações, que interligaram os continentes e favoreceu a processos como por exemplo o imperialismo. Hoje falamos de transnacionais e globalização. As novas tendências vão em direção ao Toytismo, um novo tema de produção vinculado ao capitalismo asiático e também global. 

No Brasil não foi de maneira diferente em termos de dominação e adesão de modelos externos. Seguimos as tendências externas desde o Brasil colônia até o capitalismo atual. Desde o“descobrimento do Brasil” até nossos dias.
Referência:
Borges, L. O. & Yamamoto, O. H. (2004). O mundo do trabalho. Em J. C. Zanelli, J. E. Borges-Andrade & A. V. B. Bastos (Orgs.). Psicologia, organizações e trabalho no Brasil (pp. 24-62). São Paulo: Artmed.

“Poder e administração no capitalismo contemporâneo”

                    
       Com base nas teorias da administração e por meio de sua relação com o uso do poder, Lúcia Bruno, Professora da USP, fala sobre as relações de poder que ocorre nas organizações nosso tempo, na sociedade contemporânea ocidental e capitalista. E como se dá o exercício do poder nessas organizações.
      Fazendo um panorama desde a década de 1960, Bruno, tenta relacionar em seu texto as novas formas de relações capitalistas, baseada em conceitos então trabalhado como globalização da economia, a transanacionalização do poder, considerando uma tendência dos países subdesenvolvidos em aderirem às práticas capitalistas, muitas vezes deixando sua economia interna ser profundamente abalada pelo grande “maremoto”, as multinacionais em sua relação permitida em países pobres, subdesenvolvidos, e em desenvolvimentos. E é também comentado sobre a nova restruturação produtiva ocasionadas por todas essas mudanças geradas pelo efeito já comentado da globalização, teorizado por Milton Santos.
     Por meio de acordos, tendências, “ novos imperialismos forçados” e subordinação de economias internas públicas e privadas, as relações de poder estabelecidos pela transanacionalização impõe também aos estados, principalmente subdesenvolvidos, às práticas econômicas cruéis e desproporcionais, onde normalmente quem ganha são os grandes capitalistas de estados de primeiro mundo. Aqui no Brasil, por exemplo, por alguns políticos, latifundiários, empresários locais ou até mesmo grupos vinculados às multinacionais.
      Contudo seria interessante que se fosse trabalhado em universidades, locais de formação sobre o comportamento das organizações e da economia, além de como funcionam em parte esses processos, como se pode fazer uma análise crítica por meio da sociedade para tomadas de decisões, para que esse exercício do poder não seja algo visto como meramente conceitual ou possível de adaptação de nossas práticas às tendências internacionais. Mas para que intervenções  possam ser feitas no sentido de estruturar a população com conhecimento dos processos os quais são submetidos e a partir daí poderem criarem mudança.
  Referência:
  Bruno, Lúcia Poder e administração no capitalismo contemporâneo


Teoria Comportamental da Administração


A origem da escola comportamental está nas bases da escola das relações humanas. Como características principais essa teoria apresenta: Base de da teoria das relações humanas, no que toca em oposição à escola clássica da administração. A escola comportamental adere ao movimento da escola que te deu base, porém não com a maneira “ingênua” de antes. Logo fundamenta-se não numa visão do que poderia ser geral, mas em algo específico, o comportamento individual. Utilizando-se, portanto, de uma medida mais clínica para o controle do indivíduo, a motivação.
Baseando-se na pirâmide da hierarquia das necessidades humanas, pirâmide de Maslow, desenvolvida por Abraham Maslow, onde são discriminadas as necessidades humanas como: mais elementares, ligadas a manutenção mínima de sobrevivência ou necessidades primárias ao topo onde são ficam as necessidades psicossociais ditas secundárias. Por meio da auto-realização, segundo Maslow, o individuo sacia suas necessidades desde as básicas às suas necessidades superiores. Em sua pirâmide as necessidades são classificadas em: Fisiológicas, essenciais à sobrevivência e manutenção da vida; Segurança, relacionadas a estabilidade, fuga do perigo, busca de proteção, diminuição de riscos, etc; Sociais, de aceitação, afeto amor, companheirismo. Para Maslow, essas acontecem quando as primeiras são satisfeitas. E enfim as de auto-realização: de realização pessoal, essas, então, ficam no topo da pirâmide.
Outro influente da teoria comportamental foi Frederick Herzberg. Ele apresenta os Fatores higiênicos, opondo-se a Maslow e dando uma visão diferenciada quanto às motivações.  Psicólogo e americano, Herzberg formulou os dois fatores: Higiênicos ou extrínsecos relacionados  ao ambiente de trabalho, às condições  de desempenho das pessoas. Os benefícios sociais, salários, condições físicas, satisfação e insatisfação no trabalho. Como também os Fatores Motivacionais ou intrínsecos: ligados aos cargos, tarefas executadas, auto-realização, ou seja, ligados ao fazer, ao trabalhar e motivar-se no trabalho. 
Douglas McGregor também contribui coma teoria comportamental, com as teorias X e teoria Y. A gerencia a partir das teorias são as seguintes: Teoria x, coagir o individuo que não quer trabalhar e recompensar ao que melhor desempenha sua função no emprego. Concebe a passividade do homem em relação à organização. Já Teoria y: considera o trabalho fator de crescimento de liga a ele responsabilidades, faz ligação entre o auto-controle, alcançar objetivos, ou seja, metas, utiliza os valores sociais, tudo isso em prol de uma melhor desempenho pelo individua na organização.
Referencias:

TGA, Teoria da Administração.

Teoria das Relações Humanas /Abordagem Humanística


A Abordagem Humanística acontece com o surgimento das Teorias da relações humanas na década de 30. Tem seu campo apoiado em ciências como: ciências sociais, psicologia e em especifico, psicologia do trabalho. Por meios das relações de trabalho, a teoria aborda a análise do trabalho e a adaptação do trabalhador  aos mecanismos do trabalho. Isso se dá de maneira histórica, ou seja, temporal. Onde diversas teorias são abordadas e influenciam as relações de trabalho. De forma sistemática, Taylor  foi o primeiro a sistematizar a administração de maneira científica. Nessa formatação ele cria o conceito de Homo Economicus. A pessoa é concebida como influenciada apenas por  recompensas econômicas ou materiais. Existe vários conceitos outros, como: Visão mecanicista, superespecialização do funcionário, ausência de comprovação científica, abordagem incompleta da organização, o que é algo relacionado a sua percepção da organização, visão simplista, exatamente por ser pioneiro em escrever sobre administração.
Então Ford em sua linha de montagem, seguidor de Taylor, elabora um outro esquema conceitual chamado Fordismo. De forma geral, os fundamentos do fordismo são: processo produtivo e planejado, linha de montagem e posto fixo do operário, operações divididas e viabilizadas para que sejam tarefas mínimas e repetitivas, redução do tempo de produção utilizando equipamento e matéria-prima, aumento da produtividade do operário pela especialização da linha de montagem.
Henri Fayol deu origem à teoria clássica da Administração. Em funções principais ele demarcou o território de sua teoria: produção e bens de serviço em funções técnicas, compra e venda em funções comerciais, procura e gerencia de capitais em funções financeiras, inventários, registros, balanços e custos em funções contábeis e integração em funções administrativas. Nessas ultimas Fayol diz que o administrador deve: prever, organizar, comandar, coordenar e controlar.
A escola das relações humanas deu sua contribuição à administração de forma a complementar suas lacunas, claro, de maneira a tentar resolver algumas “falhas” daquela formalização. Entre as conclusões de Elton Mayo e a sua experiências em Hawthorne, ele delineou os princípios básicos da escola de relações humanas: A qualidade do tratamento pela gerencias aos trabalhadores, percebeu que o sistema social formado pelas grupos  determina o resultado do indivíduo, o papel o supervisor como elo entre a administração e o grupo, a percepção de lideranças informais no grupo, trabalho em equipe, autogestão e cooperação nas práticas das organizações. Essas foram umas das mudanças provocadas pela escola de relações humanas na Administração.
Referencia:

TGA, Teoria geral da Administração.

Liderança e Gestão


Ser líder hoje não é apenas seguir alguns parâmetros de liderança onde o líder apenas impõe normas, valores, julgamentos e quem direciona o comportamento das pessoas. “O líder quem transmite a visão, os valores, e os princípios organizacionais, direcionando o comportamento das pessoas aos objetivos organizacionais (BASS, 2003)”.
O perfil de liderança mudou com o tempo e sua atualização acaba por aderir aos novos movimentos sociais, históricos e culturais em suas épocas. A  primeira abordagem clássica de liderança distingue líder por “características pessoais, muitas vezes inatas,” como: Autoconfiança, integridade, honestidade, desejo de poder, entre outros.  Logo após, começaram a surgir novas teorias sobre os comportamentos e estilos dos lideres, mais direcionados em suas lideranças ao direcionamento às necessidades e características dos liderados, conforme dito por Bergamini, 1994. Daí vem a temática da relação líder-liderado.
Em 2001,Segundo Berson, as teorias de liderança carismáticas e transformacional consideram  a visão como algo dado em seus modelos, por ser um componente da liderança que motiva as pessoas para níveis maiores de esforço e desempenho.
Portanto, ser líder hoje é está antenado aos movimentos sociais, economia, administração,  públicos alvo e parceria com os funcionários e associados ou outras terminologias ligadas ao tipo específico, senão teórico de relação, que pode ser suposta ou real. Afinidade com o trabalho, carisma, sustentabilidade, dentre outros, são fatores atuais que perpassam o ser líder. A atuação do líder estar também em sua permanência, buscando sempre novos conceitos e ações que podem refletir num benefício ou mesmo menor malefício possível em suas relações tanto com os liderados quanto com o modelo organizacional e sociedade, perpassando pelo que é legal, ético, sustentável etc.
Referências:
Cultura organizacional e liderança: uma relação possível ?, : Leilianne Michelle Trindade da Silva, Angeli Kishore, Germano Glufke Reis, Luciene Lopes Baptista, Carlos Alberto Freire Medeiros