Os sentidos do
trabalho são discutidos. E o que é trabalho de fato que faz o homem se
relacionar com a natureza de modo a transforma-la, utilizando técnicas, métodos,
energia, intelecto, etc.
Como algo que faz do homem digno, o trabalho deixou de
ser algo que poderia ser prazeroso, quando se faz associado ao prazer e a boa
produção que é fruto do trabalho, para ser um instrumento de dominação,
instrumento de exploração, principalmente no mundo do trabalho, o mundo capitalista.
Em o mito de Sísifo, o trabalho é algo visto como algo repetitivo, sem sentido
e com finalidade do insucesso. Sísifo realiza trabalho, transforma sua energia
por horas e horas em trabalho, levando a pedra ao topo do monte, porem lá o seu
cansaço faz com que tudo se inicie e que o ciclo se repita, por todos os dias
de sua vida. Por castigo dos Deuses, Sífifo é condenado dar a vida pelo trabalho
e morrer por esse trabalho. Eis o mito que fala de um trabalho árduo e inútil
realizado não para ele, mas por outrem que lhe impôs um castigo de vida.
Os rumos do
trabalho são muitos, principalmente quando se fala de sociedade ocidental, sistema
capitalista de produção. Antes dos antigos Burgos, na idade média, existiam
artesões, homens que realizavam o trabalho de construção de artesanatos e os
comercializava. A relação de trabalho entre o artesão e o artesanato era de
identificação com o seu trabalho. O homem produzia o produto final e comercializava.
Porem com ascensão da Burguesia e novas relações de trabalho, as relações foram
modificadas, o agora em função não somente do trabalho como algo que dignifica
o homem, mas em função do lucro. O juto preço e justo lucro.
A revolução
industrial, reforma protestante e outros processos internos da transição do
feudalismo para o capitalismo culminaram em novas forma de trabalho. A
mercadoria que era produzida de maneira total por um artesão, passou a ser construída
em partes e montadas dentro das fábricas. Não existia mais identificação do
homem como trabalho, mas sim a massificação e produção compulsória com
finalidade de lucro aos donos das fábricas. A divisão de trabalho proposta do
modelo de Taylor, mudou profundamente as relações de trabalho.
O fordismo,
uma nova forma conceitual que é pós taylorista firma uma nova forma de
produção, onde além da máquina a vapor, o petróleo é largamente consumido, é
introduzida a fábrica automobilística e um novo sistema de produção. As
organizações vem aderindo aos modelos e produzindo muitos produtos para
alimentar o mundo capitalista, que antes era local e hoje é global. Há indícios
de uma pré-globalização da economia com as grandes navegações, que interligaram
os continentes e favoreceu a processos como por exemplo o imperialismo. Hoje
falamos de transnacionais e globalização. As novas tendências vão em direção ao
Toytismo, um novo tema de produção vinculado ao capitalismo asiático e também
global.
No Brasil não foi de maneira diferente em termos de dominação e adesão de modelos externos. Seguimos as tendências externas desde o Brasil colônia até o capitalismo atual. Desde o“descobrimento do Brasil”
até nossos dias.
Referência:
Borges, L. O. & Yamamoto, O. H. (2004). O mundo do trabalho. Em J. C. Zanelli, J. E. Borges-Andrade & A. V. B. Bastos (Orgs.). Psicologia, organizações e trabalho no Brasil (pp. 24-62). São Paulo: Artmed.
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