domingo, 9 de junho de 2013

“Poder e administração no capitalismo contemporâneo”

                    
       Com base nas teorias da administração e por meio de sua relação com o uso do poder, Lúcia Bruno, Professora da USP, fala sobre as relações de poder que ocorre nas organizações nosso tempo, na sociedade contemporânea ocidental e capitalista. E como se dá o exercício do poder nessas organizações.
      Fazendo um panorama desde a década de 1960, Bruno, tenta relacionar em seu texto as novas formas de relações capitalistas, baseada em conceitos então trabalhado como globalização da economia, a transanacionalização do poder, considerando uma tendência dos países subdesenvolvidos em aderirem às práticas capitalistas, muitas vezes deixando sua economia interna ser profundamente abalada pelo grande “maremoto”, as multinacionais em sua relação permitida em países pobres, subdesenvolvidos, e em desenvolvimentos. E é também comentado sobre a nova restruturação produtiva ocasionadas por todas essas mudanças geradas pelo efeito já comentado da globalização, teorizado por Milton Santos.
     Por meio de acordos, tendências, “ novos imperialismos forçados” e subordinação de economias internas públicas e privadas, as relações de poder estabelecidos pela transanacionalização impõe também aos estados, principalmente subdesenvolvidos, às práticas econômicas cruéis e desproporcionais, onde normalmente quem ganha são os grandes capitalistas de estados de primeiro mundo. Aqui no Brasil, por exemplo, por alguns políticos, latifundiários, empresários locais ou até mesmo grupos vinculados às multinacionais.
      Contudo seria interessante que se fosse trabalhado em universidades, locais de formação sobre o comportamento das organizações e da economia, além de como funcionam em parte esses processos, como se pode fazer uma análise crítica por meio da sociedade para tomadas de decisões, para que esse exercício do poder não seja algo visto como meramente conceitual ou possível de adaptação de nossas práticas às tendências internacionais. Mas para que intervenções  possam ser feitas no sentido de estruturar a população com conhecimento dos processos os quais são submetidos e a partir daí poderem criarem mudança.
  Referência:
  Bruno, Lúcia Poder e administração no capitalismo contemporâneo


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