Com base nas
teorias da administração e por meio de sua relação com o uso do poder, Lúcia
Bruno, Professora da USP, fala sobre as relações de poder que ocorre nas
organizações nosso tempo, na sociedade contemporânea ocidental e capitalista. E
como se dá o exercício do poder nessas organizações.
Fazendo um
panorama desde a década de 1960, Bruno, tenta relacionar em seu texto as novas
formas de relações capitalistas, baseada em conceitos então trabalhado como globalização
da economia, a transanacionalização do poder, considerando uma tendência dos países
subdesenvolvidos em aderirem às práticas capitalistas, muitas vezes deixando
sua economia interna ser profundamente abalada pelo grande “maremoto”, as
multinacionais em sua relação permitida em países pobres, subdesenvolvidos, e
em desenvolvimentos. E é também comentado sobre a nova restruturação produtiva
ocasionadas por todas essas mudanças geradas pelo efeito já comentado da globalização,
teorizado por Milton Santos.
Por meio de acordos, tendências, “ novos
imperialismos forçados” e subordinação de economias internas públicas e
privadas, as relações de poder estabelecidos pela transanacionalização impõe
também aos estados, principalmente subdesenvolvidos, às práticas econômicas cruéis
e desproporcionais, onde normalmente quem ganha são os grandes capitalistas de
estados de primeiro mundo. Aqui no Brasil, por exemplo, por alguns políticos,
latifundiários, empresários locais ou até mesmo grupos vinculados às
multinacionais.
Contudo seria
interessante que se fosse trabalhado em universidades, locais de formação sobre
o comportamento das organizações e da economia, além de como funcionam em parte
esses processos, como se pode fazer uma análise crítica por meio da sociedade
para tomadas de decisões, para que esse exercício do poder não seja algo visto
como meramente conceitual ou possível de adaptação de nossas práticas às tendências
internacionais. Mas para que intervenções
possam ser feitas no sentido de estruturar a população com conhecimento
dos processos os quais são submetidos e a partir daí poderem criarem mudança.
Referência:
Bruno, Lúcia Poder e administração no capitalismo contemporâneo
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