Emoções e afetos estão na base dos
relacionamentos humanos. O humano nasce em uma família e aprende por meio troca
de afetos comunicar-se e identificar-se no processo dialético de construção de
si mesmo e de inserção no meio social.
Os afetos estão intimamente
ligados à sobrevivência do individuo no meio social. Por meio do reconhecimento
dos outros e por meio de relações de identificação o humano aprende a lidar em
meio ao social.
As relações de afeto no trabalho são
indiscutíveis. Na verdade, são relações que existem em qualquer ambiente
social. Não seria diferente numa organização. Ter que lidar com o chefe ou com
subordinados, por exemplo, pode está associado à convivência familiar, como um
pai ou um irmão. Não que haja proporção ou repetições de eventos familiares,
mas sim de afetos. Já que os afetos são lapidados ao convívio social.
Repressões, relações de dominação, amor e
desinteresse, por exemplo, são da ordem das dinâmicas familiares e que ocorrem
um espaço organizacional. Na dimensão do trabalho mudam-se os atores sociais,
mas as relações de afeto permanecem e de acordo com o encaminhamento dos
afetos, pode ter relações estáveis e instáveis. No ultimo caso é mais delicado,
já que isso pode significar uma seria de patologias geradas em ambiente de
trabalho.
Referência
GONDIM, Sônia Maria Guedes; SIQUEIRA, Mirlene Maria Matias.
Emoções e Afetos no Trabalho. In: BASTOS, A. Virgílio Bittencourt;
BORGES-ANDRADE, Jairo Eduardo; ZANELLI, J. Carlos. Psicologia, Organizações e Trabalho
no Brasil. Porto Alegre: Artmed editora, 2004.P.207-235.
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