As relações de trabalho nas
organizações são intimamente relacionadas às novas tecnologias e novas formas
de produção e relação no trabalho. Ter
saúde no trabalho implica em aliar processos social com processos de
identidade. Portanto, os sentidos do trabalho são dados por cada trabalhador na
organização e o entendimento do que é trabalhar, do que é uma organização e de
como relacionar-se com outrem no dia-a-dia é um processo árduo e que demanda
muita atenção e comunicação.
Ter saúde e prazer no trabalho são
conseqüência de estar bem consigo mesmo, logo, o auto conhecimento é essencial
para que haja estabilidade no trabalho. Para Dejours, o trabalho implica sempre
um confronto com o real. E nas relações de Saber-fazer existe vários processos
subjetivos que geram situações muitas vezes problemáticas no trabalho.
O trabalho é um âmbito de uma
série de relações intersubjetivas. Então como não afetar-se a si mesmo em
diversas relações de trabalho e enfim gerar psicopatologias? A
psicodinâmica do individuo não só frente
à organização, mas consigo mesmo deve perpassar pelo entendimento de si e dos
outros, ou seja, da comunicação.
Comunicar-se é essencial não só
para trabalhar e relacionar-se com familiares, mas para tentar gerar uma boa
compreensão na transmissão do que quer se comunicar e do que será entendido.
Uma má comunicação certamente é geradora de desentendimento e enfim de
desestabilização do sujeito. Desestabilização que pode ser patológica ao ponto
de gerar doenças, doenças, portanto, geradas no processo de trabalhar em uma
organização, mas com lugar de causa no processo de transação de afetos, muitas
vezes.
Nas organização, comunicar-se é
essencial tanto ao funcionamento da organização quanto ao bom relacionamento
entre os trabalhadores. Ousar ouvir e ousar escutar são estratégias de
melhoramento na comunicação. Essa estratégia é fundamental para que seja
diminuída as patologias ligadas ao trabalho. Os encontros informais também são
válidos para melhor relacionamento informal, ou seja, relacionamento onde o
outro não está no lugar investido pela empresa, lugar de poder, mas lugar onde
está diante de outrem, dependendo da abertura para comunicação, mas não como um chefe ou algo do tipo, mas como um semelhante.
Essa relação informal aumenta os laços entre os organizados, gerando melhor
comunicação, melhor entendimento do outro, melhor compreensão de quem é outro.
Tudo isso gera prazer no trabalho e reduz a freqüência de psicopatologias
relacionadas ao trabalho.
Referência:
DEJOURS,
Christophe. Trabalho e saúde mental (cap.12). In____Psicodinâmica do
trabalho.
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