As relações de
transferências, Descritas por Freud, são relações de projeção de alguém em
relação a outrem que pode exercer alguma influencia. Nas organizações não é
diferente, logo, o que é familiar e social essencialmente é organizacional e
como tal influencia nas relações empresariais. Quando a transferência é detectada nas relações de
trabalho pode-se elaborar melhor a dinâmica organizacional, como também pode-se
evitar confusões, atritos, processos decisórios desproporpocionais ou com dano.
A
transferência é um fenômeno universal e encontra-se em todas as relações. O
indivíduo interpreta sua experiência baseado no passado. Esse passado
geralmente trás em si uma memória da função paterna ou alguma associação
incosniente de uma relação familiar.
O Texto fala
de três tipos de transferência: a primeira é a idealizada, nessa o sujeito quer
reencontrar uma felicidade original,
uma felicidade perdida. Tem sentimento de união com a pessoa idealizada,
perfeita. A segunda é a transferência narcísica, onde o sujeito tem muita
vaidade, quer reter as atenções para si, quer ser o centro, tem instabilidade
emotiva etc. A terceira é a transferência Percecutória, onde o sujeito pode
chegar a ter consequências negativas com
atitudes de hostilidade, masoquismo moral, inveja etc. Essa
transferência resulta da reconstituição de antigas emoções em uma situação
inoportuna. Como defesa a seu próprio sentimento de perseguição o indivíduo
causa dano a outro ou mesmo o ataca. Ou seja, existe muitas conseqüência de uma
causa que é tão comum nas relações intersubjetivas, a relação transferencial.
Como a transferência é um fato universal, não
poderíamos fugir desse quadro. Um psicólogo organizacional que percebe que há
transferências onde há relações desproporcionais e danosas a uma das partes
deve intervir no sentido de criar dinâmicas onde as relações possam ser
reconfiguradas ou quem sabe percebidas de maneiras diferentes, dando
possibilidade de fala e escuta as partes e tentando manter um clima sustentável
na organização.
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